Guia de Avaliação Global Subjetiva

A avaliação global subjetiva sintetiza a percepção do preceptor sobre o desempenho do residente no procedimento. Ela integra aspectos técnicos, cognitivos e comportamentais que nem sempre aparecem em um único item.

Objetivo da avaliação global subjetiva

  • Capturar a impressão clínica geral com base em múltiplas evidências.
  • Permitir comparação longitudinal do progresso do residente.
  • Gerar um indicador simples e comunicável sobre desempenho.

O que considerar

  • Segurança do paciente: priorização de riscos e tomada de decisão responsável.
  • Conhecimento e raciocínio clínico: compreensão do caso e das etapas.
  • Execução técnica: precisão, consistência e economia de movimentos.
  • Comunicação: clareza com equipe e paciente.
  • Autonomia compatível: nível esperado para o estágio de formação.

Escala e interpretação

Utilize a escala de 1 a 5 (convertida internamente para nota de 0 a 10). Não pense apenas no “pior momento”, mas no conjunto da performance.

  • 1–2: desempenho abaixo do esperado, com insegurança ou lacunas relevantes.
  • 3: desempenho adequado, seguro, dentro do esperado para o estágio.
  • 4–5: desempenho acima do esperado, com autonomia e excelência.

Como tornar a avaliação mais justa

  • Evite viés de recência. Reflita sobre todo o procedimento.
  • Compare o residente com o esperado para o ano de formação, não com especialistas.
  • Use o campo de feedback para explicar a nota global.

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